
Difícil a gente ver um filho sair de casa aos 15 anos. É mais ou menos isso que vivo hoje. Levei a Lolóu na quinta feira para sua nova escola. Mas foi um alento ao coração apertado de mãe, vê-la feliz sendo recebida com a mesma felicidade pelos antigos alunos.
Eu e o pai, tentamos passar o tempo sem pensar muito na despedida no final do dia. Assistimos palestras, fizemos perguntas, conhecemos todos os cantos possíveis, almoçamos, rimos, achamos graça, conversamos. De meia em meia hora caia uma ficha, tipo: vou embora sem a Carol. Como pode ser? como deixei isso?... como será estar em casa sem ela?
E confesso, foi muito difícil. Muito difícil deixar a nossa mocinha lá e admitir, aceitar deixar de conviver todos os dias, deixar de olhar para seu sorriso maravilhoso todos os dias.
Saber que não escutaremos com tanta freqência aquelas histórias compridas, os detalhes de cada uma delas, as descrições precisa de cada momento, filme ou vídeo.
Difícil pensar que não saberemos mais diariamente, quais os filmes que vão estrear, as músicas do momento, as histórias daquele ou daquele outro artista do filme que está passando. Os segredos musicais, as trilhas sonoras do momento, os livros aguardados. Essa é a nossa Lolóu. Que preencheu nossos dias, todos os dias com a sua vida cheia de felicidade, cheia de histórias engraçadas, de amizade e de carinho.
Mas precisamos deixá-la seguir o caminho que escolheu e que sempre concordamos. Estudou e se planejou para isso. Concorreu e conseguiu. Seu prêmio, tenho a certeza, será o destaque, o crescimento, a felicidade, a independência, o reconhecimento, o conhecimento e todas as oportunidades que uma escola dessa poderá trazer.
Nos resta sentir uma falta imensa da nossa filha e poder constatar, ainda mais, o quanto ela faz falta, o quanto a amamos. Isso se chama saudade. Muita saudade da Lolóu.
Mas... vamos em frente.